Blog duma gaja... bem... esquisita, estranha, tarada:) Enfim... queer!

1.22.2006

Carpintaria

Eu adoro poder eu própria fazer coisas que se vejam, que se usem, que sejam bonitas. Mas a minha formação intelectual costuma sobrepor-se a tudo isto e raramente me deixo levar por estes projectos. Apesar de gostar especialmente de fazer peças em madeira, ou recuperar, especialmente mobiliário (paixão que me ficou dos escuteiros), ontem resolvi deitar mãos à obra e comecei a atacar pequenos problemas de carpintaria e estucaria da minha casa: uns tambores que precisavam de cera, uns rodapés que têm de ser acertados, algumas fissuras que têm de se tapar... Agora que vão recuperar uma série de casas por aqui, adorava ser carpinteira de restauros! Ainda me vou oferecer como ajudante a alguma obra:))
[qualquer dia falo-vos de como gostava de ser mecânica de automóveis:)]

12 Comments:

Blogger C_mim said...

Ora cá tá uma coisa que eu também gosto de fazer!! Obras em casa!!

Pintar paredes, planear curtos de circuito, montar, lixar (é mesmo lixar com lixa) e envernizar estantes de madeira, Pintat vidro (gostava de saber trabalhar com vitrais) fazer pequenos objectos de decoração, and so one, and so one...

Só me falta aprender costura... Paraos cortinados...

Este Verão queria aprender a colocar azulejo, mas principalmente gostaria de fazer aquelas brincadeiras à Gaudi.

E saber de mecânica de automóveis dá um jeitaço.

Boas...

13:50

 
Blogger Grace said...

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16:53

 
Blogger Anabela Rocha said...

Brigada pelo entusiasmo com as "obras" (só mesmo num blog fúfico tanto entusiasmo com obras!!!!:). Mas é só um bricolagezinho:)
C-mim: sugestões para aprender: os folhetos do Aki - ensinam tudo!

08:29

 
Blogger C_mim said...

Ou se ensinam...

Isso e mais os 50 livros que tenho em casa ;)

O pior é testar e experimentar... em casa... ;)

09:39

 
Blogger Anabela Rocha said...

Grace: tenho pensado no teu elogio das mãos. E tenho de o estender a todo o tipo de próteses, de tecnologias, que nos fazem participativos e intervenientes nos nossos contextos materiais, circunstanciais - ou seja, não só as mãos mas tudo aquilo que nos permite "meter a mão na (nossa) massa".
É que mesmo numa simples bricolage, o gesto é muito tecnologizado...

21:26

 
Blogger Grace said...

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18:14

 
Blogger Anabela Rocha said...

Grace, essa tese é gira.
Uma observação: não penso que toda a tecnologia seja apenas prótese das mãos ( e a Grace também não decerto).
Quanto à evolução tecnológica e o desenhar/projectar melhor eu distinguiria entre tecnologia para projectar em plano unidimensional e tecnologia para projectar em 3D; e entre tecnologia apoiada em ecrã como interface e tecnologia da gestualidade (aquelas tecnologias que permitem desenhar no ar). E ainda entre vantagens da tecnologia em si e do trabalho em rede que ela pode possibilitar.
Já quanto às vantagens para uma arquitectura sustentável ( e aqui sustentável tem que significar mais do que ambientalista, tem que significar uma arquitectura que não hipoteque as hipóteses de criação e interpretação dos espaços das gerações vindouras), penso que só tecnologias de desenho que sejam sensíveis aos materiais podem criar esta arquitectura como obra aberta, ou seja, de re-interpretação possível pelos futuros utilizadores.
Mas isto é uma leiga maluca a falar duma coisa gira:) Não é para ser levado totalmente a sério:)

20:41

 
Blogger Grace said...

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10:33

 
Blogger Anabela Rocha said...

Grace:
Obrigada pela dica quanto à unidimensionalidade dos planos. Tens toda a razão.
Quanto à definição de tecnologia chamo a tua atenção para o facto de muitos autores considerarem que as tecnologias re-interpretaram totalmente as "necessidades" iniciais de que surgiram, substituiram-se a elas e inventaram novas "naturezas", novas "necessidades" para o homem.
Por outro lado, essa ideia de te centrares no desenho como uma espécie de coreografia do espaço é muito interessante - corresponde realmente a uma opção epistemológica da disciplina arquitectónica que tem de ser pensada.
Se a coreo-grafia correspondeu à apropriação do tempo por um sujeito moderno auto-percepcionado como indivíduo isolado, talvez o desenho arquitectónico corresponda à apropriação desse mesmo sujeito do espaço (e estou a pensar na forma como o desenho arquitectónico muitas vezes abstraiu do espaço contextual da obra arquitectónica que desenha, ou da forma como, quando inclui o contexto, usa diversos critérios para o dominar: critérios de perspectiva, de selecção de elementos, etc). Um desenho arquitectónico mais consciente de toda a complexidade e mutabilidade dos contextos espaciais será talvez o caminho.

09:30

 
Blogger Grace said...

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10:30

 
Blogger Anabela Rocha said...

Isso então é muito giro!
Já viste o que dizem da casa que o Ronaldo vai encomendar ao Souto Moura? Dizem isso mesmo. Bem, vá lá, vá lá, já está a servir para alguma coisa os estádios serem obras arquitectónicas - fazem os jogadores de futebol aperceberem-se do valor da arquitectura; e, quem fala em jogadores fala em fãs. Nada mau.

17:38

 
Blogger Grace said...

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14:24

 

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