Blog duma gaja... bem... esquisita, estranha, tarada:) Enfim... queer!

2.22.2007

Não temos vergonha, temos até muito gosto:)

Uma excelente iniciativa da @t!

7 Comments:

Blogger L said...

Não posso deixar de discordar.

Esta não passa de uma tentativa, e pouco subtil, de ostracizar a maior parte da população Transexual. Porque, se não se mostram abertamente em público como Transexuais, e não contam todos os pormenores do seu historial clínico a uma sociedade tão fortemente transfóbica que acha que insultar, torturar, e assassinar uma pessoa, só por ser Transexual, deve ser algo punido com uma pena máxima de 13 meses de prisão, é claro que é porque têm vergonha.

Talvez isto não passe de birra de pessoas que acham que estão a perder o seu protagonismo na divulgação da imagem da comunidade Transexual. Talvez amanhã compreendam que só estão a fazer um péssimo serviço à comunidade, ao tentar framentá-la (sobretudo quando somos uma comunidade, numericamente, mesmo *minoritária*).

Mas o dano já estará feito. Que tenham elas vergonha disso, porque eu não tenho, juntamente com alguns milhares de envergonhadíssimas pessoas Transexuais ocult@s.

E, já agora, porque não fazer-se uma campanha semelhante em relação às centenas de milhar de LGBs invisíveis de Portugal, esses/as envergonhad@s?

Desculpa o desabafo, Anabela, mas este tipo de coisa é simplesmente... vergonhoso!

02:48

 
Blogger L said...

Correcção: 13 meses de prisão foram 13 meses de semi-internamento.

05:33

 
Blogger Anabela Rocha said...

L., calma:)
Em primeiro lugar esclarecer que esta tua indignação se deve à frase da campanha que se refere a recusar viver oculta e invisivelmente.
Ora bem, há aqui dois aspectos: um quanto ao conteúdo da a firmação propriamente dito, e outro quanto às condições necessárias para que alguém se solidarize com uma dada campanha ou iniciativa.
Quanto ao primeiro, concordo contigo no sentido em que penso que nem todas as pessoas têm condições de segurança (a diversos níveis) para se assumirem, e que por vezes é suícidio social fazerem-no. Existe de facto uma ideologia de coming out muito forte no nosso activismo que deveria ser mais moderada num país com tão pouca massa crítica destas populações como é o nosso, que tão poucas redes sociais de apoio consegue estruturar.
Mas, por outro lado, também penso que é inportante que aquel@s que julgam ter essas condições sejam visíveis com orgulho e se recusem a ser invisibilizados.
Por fim, quanto à minha adesão a esta campanha, como vês eu colocaria outros matizes em alguns enunciados - mas isso não justifica, por si só, a minha não adesão. Pelo contrário, quando as causas são justas (e aqui para mim a causa continua a ser não invisibilizar um assassinato e uma comunidade, pelo menos aqueles que não desejam ser invisibilizados), como dizia, quando as causa são justas, devemos fazer um esforço de articulação com elas, mesmo que os encaixes não sejam perfeitos mas sim toscos e sujos (no sentido de teoricamente complexos e até contraditórios em alguns pontos), como bem refere Haraway.
Beijos
P.S.- e espero também que todos, nas comunidades trans, percebam que nada temos a ganhar com discursos únicos, nem neste, nem noutros assuntos, pois que condições de vida há muitas, mesmo em Portugal, para que os discursos se possam arrogar como universais e únicos...

12:19

 
Blogger L said...

Anabela: quem tem alguma percepção do contexto, consegue ver que esta campanha não é ideológica, mas (só) pessoal. É a continuação desta atitude.

Não levo a mal a tua adesão, e não te vejo como subscritora do que é objectivo principal de quem organizou a campanha. No foul ;)

É uma campanha que tenta, sob a cobertura de uma boa causa, angariar apoio implícito para uma questão pessoal, não ideológica. Tentaram-se aproveitar doutra associação para isso, que, quando compreendeu a motivação pessoal, e que esta é uma "campanha" que ofende, conscientemente, a maioria da comunidade Transexual, se demarcou da divisão "visível-invisível", não subscrevendo a mensagem por completo.

É por isso que a acho vergonhosa. Questões pessoais disfarçadas de questões políticas/ideológicas, continuam a ser questões pessoais.

E acho que sabes que valorizo a pluralidade de registos e discursos. Eu própria tenho aspectos minoritários não mainstream. ;) Só não tolero é este tipo de tonterias públicas, iniciadas para desvalorizar um discurso novo, que não nos vão ajudar em nada.

Um abraço.

17:24

 
Anonymous Anónimo said...

Blog de uma gaja toda linda.

03:11

 
Anonymous Anónimo said...

"n podemos descrever o mundo tentando enumerar as entidades que o formam..." kd alguem se destine de de si mesmo, é que acaba por se envergonhar, pk kanto mais pureza trasnparecermos, mais costrutiva se torna a vida*
AB

11:07

 
Anonymous Anónimo said...

Beautiful
Spoken
Don't look at me

Every day is so wonderful
And suddenly, it's hard to breathe
Now and then, I get insecure
From all the fame, I'm so ashamed

I am beautiful no matter what they say
Words can't bring me down
I am beautiful in every single way
Yes, words can't bring me down
So don't you bring me down today

To all your friends, you're delirious
So consumed in all your doom
Trying hard to fill the emptiness
The piece is gone and the puzzle undone
That's the way it is

You are beautiful no matter what they say
Words won't bring you down
You are beautiful in every single way
Yes, words won't bring you down
Don't you bring me down today...

No matter what we do
(no matter what we do)
No matter what they say
(no matter what they say)
When the sun is shining through
Then the clouds won't stay

And everywhere we go
(everywhere we go)
The sun won't always shine
(sun won't always shine)
But tomorrow will find a way
All the other times

We are beautiful no matter what they say
Yes, words won't bring us down
We are beautiful no matter what they say
Yes, words can't bring us down
Don't you bring me down today

Don't you bring me down today
Don't you bring me down today

01:24

 

Enviar um comentário

Links to this post:

Criar uma hiperligação

<< Home