Blog duma gaja... bem... esquisita, estranha, tarada:) Enfim... queer!

12.27.2005

Foi Natal, foi Natal trá lá lá lá lá:)

E lá se foi mais um Natal. Muito bom, obrigada. A noite na família do Mouzo - muita gente, criançada, comida, comida, comida:) - e o dia na minha - pouca gente, sonecas:) [a bébé Maria também dorme], comida, comida, comida:))
Presentinhos q.b. Eufórica com as prendas do Mouzo: a tradução portuguesa das Obras Escolhidas do Nietszche da Relógio de Água! Eu sei, já foram editadas há uns anitos - o primeiro volume é de 97. Mas só ultimamente tenho sentido de novo a necessidade de ler os clássicos, nomeadamente de aproveitar o menor esforço de ler aqueles que já vão existindo em português, coisa que existia muito pouco quando fiz o meu curso. Por falar nisso, fiquei muito desgostosa quando li que afinal a tradução actual que se anda a fazer do Aristóteles - ainda por cima disponível on line - tem uma série de falhas. Ora bolas!
Bem, quanto ao Niezsche, parece que o terceiro volume Humano, demasiado humano, está esgotado - se souberem onde encontrar agradeço que apitem!
Escusado dizer que já estou a terminar O Nascimento da Tragédia (que penso que é um dos que já tinha lido noutra tradução que não me inspirou confiança, mas não tenho a certeza) e que estou abismada com o freudismo avant la letre do texto... É que me parece que existe uma insistente referência à dor e ao sofrimento que é desprezada, talvez como meramente psicológica, na introdução do António Marques, e que me parece demasiado insistente para não ter um lugar filosófico próprio, mesmo na lógica do eterno retorno.
Por outro lado, o pensamento de Nietzsche é profundamente anti-igualitário, no sentido de valorizador da diferença de tudo o que existe, mas politicamente isto resulta como anti-democrático, pois que parece resvalar para uma hierarquia de tipos humanos (que eu prefiro ler como uma hierarquia de tipos filosóficos). Este é um dos principais aspectos que quero tirar a limpo. Enfim, nada como ler os grandes com os nossos próprios olhos de facto.
Outro presentinho bom foi o Harold Pinter e Jerusalém do Gonçalo M. Tavares - que não conheço e que me faz alguma urticária com tanto reconhecimento mas do qual parece ser efectivamente merecedor. Grandes expectativas face a ambos!
Por fim, ofertei uns livrinhos ao Mouzo que eu própria vou espreitar:) Não é que me agradem mais a mim do que a ela (ela é fanática desde sempre e eu sou uma fanática de jovem adultice mas muito afastada nos anos recentes). São uns quantos textos do Pessoa e algumas interpretações. Enfim, até me babo:))
Felicidade é também uns dias de férias nesta Lisboa luminosa e linda da Baixa/Chiado/Bairro Alto (cada vez com mais casalinhos homossexuais de mãos dadas na rua - um verdadeiro luxo de segurança em Portugal...) - ginásio, leitura, loreio, cinema, alguma arte, algumas nights. Enfim, há vidas piores:))

4 Comments:

Blogger lr said...

Concordo. Mesmo quando não se está de férias, não há nada como dias luminosos no Chiado.

14:19

 
Blogger Anabela Rocha said...

É verdade, detesto parecer uma Filomena Mónica:) mas não há como subir e descer o Chiado:))

19:32

 
Anonymous iris said...

hi anabela. Somos colegas de profissão, de curso e de base ontologica. Vai postando. Estou a gostar de te conhecer.

Iris

12:44

 
Blogger Anabela Rocha said...

Olá Iris! Pois nada como umas cumplicidadezinhas pelos blogs afora:) Um abraço

09:29

 

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