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6.01.2007

"Estatuto" e filosofia de vida. Anos 30...

“Sendo certo que para um pequeno empregado [de comércio ou escritório], com 500$ ou 600$ por mês, não havia de ser nada fácil fazer face ao seu dia-a-dia, o seu “estatuto” obrigava-o a apresentar-se com algum cuidado no escritório; o trabalho da esposa fora de casa já não era bem visto(...); havia que pôr, pelo menos, um filho homem na escola comercial ou industrial(...)”

“Apesar de poderem auferir ordenados até três vezes superiores aos dos pequenos empregados e funcionários, a vida da classe média estava, normalmente, longe de se poder considerar desafogada. Na realidade, tinham despesas de habitação, vestuário, educação dos filhos, assistência médica, cultura ou lazer muito superiores, conformemente ao seu “estatuto”, o que obrigava a uma vida pautada por uma verdadeira “cultura” da poupança, da continência, do apanágio das pequenas comodidades, das pequenas alegrias, das pequenas virtudes (...)”.

“Verdadeira retaguarda rural [o semiproletariado ou semicamponês], actuava não só como almofada amortecedora das crises de desemprego ou de subsistência [que consequências para a ausência desta almofada hoje? Revolução?...], mas igualmente como grande pântano moderador das tensões sociais, viveiro natural do fatalismo, da resignação, do temor reverencial pelos poderes estabelecidos, da prudência, da pobreza honrada e respeitadora – dessa ideologia pequeno-camponesa de sobreviventes agradecidos (...)”

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